O caminho de volta

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Coluna Café com Opinião (Cícero Gomes) – Nunca houve época tão estranha à humanidade como a que estamos vivendo hoje. Aquilo que nos proporciona bem estar se evapora tão rápido que nem percebemos o real sentido de obtê-las. As coisas e situações que damos importância são assim porque nós mesmos damos sentido para elas. Por isso, o status social, o reconhecimento e aprovação social se apresentam a nós como um organismo vivo que precisa ser alimentado para uma manutenção existencial.

Precisamos mais do que nunca de instrumentos ou mecanismos que facilitem a vida emocional humana. Steve Jobs disse em seu leito de morte: “O relógio de $1000 e o de $100 marcam a mesma hora, uma mansão e um casebre trazem a mesma solidão”. Esse texto tem como objetivo trazer à sensibilidade aquilo que nos torna mais humanos, aquilo que sirva como aparato para nos auxiliar a nos tornarmos o que devemos ser como dizia Nietzsche: “Torna-te o que és”. Nesse caso; torna-te humano.

Em plena pandemia com tantas perdas de pessoas, empresas, empregos que se foram notamos famílias devastadas, uma sociedade a beira de um colapso psicológico. Devemos nos apegar a o que realmente vale, são elas as pessoas; amigos e, sobretudo, a família. É preciso acolher a alegria do seio social vinculado a essas duas instituições, amizade e família. Um dito popular diz que “os amigos são a família que escolhemos”. E por fim, para nos acalmarmos ainda mais devemos desfrutar nesse momento de crise a toda produção artística, isto é, música, literatura, produção cinematográfica. Isso nos ajuda a encontrar o caminho de volta.

Por Cícero Gomes
Escritor